sexta-feira, 23 de maio de 2014

We are not one

Sobre a publicidade na rota brasíu-futebol-world e outras coisas

Fifa e o mundo insistem em nos ver e vender daquele jeitinho que a gente sabe engolir e reproduzir, até porque pensar dói, cara-pálida. Contestar, então, é coisa de gente chata. Achamos graça da exploração comercial da nossa imagem superficial, porque nem narrativa sobre a gente mesmo a gente construiu, então mostra aí o que tem pra hoje. Ou, mais: ignora aí o que alguns de nós tentamos te sugerir, Fifa: a sensibilidade.

Eu nem queria ser mais uma a fazer coro contra a coisa, tou já por aqui disso, mas não deu. Hesitei em assistir ao vídeo "We are one", e, quando decidi ver, gelei. Gelei já no vídeo de abertura da copa das confederações. Gelo com toda publicidade porcaria que se tem feito até aqui no trajeto futebol-Brasil. Já virei iceberg. E não, eu não vou citar a Cláudia Milk nem a capa do álbum oficial das musguinhas olé olé olá, que foi obviamente preparada nos anos 80 por algum entusiasta da ocasião. Esta, vou mostrar: taí acima à esquerda, engole.

Otimista que sou, fico daqui, ainda torcendo – e já assinando meu grand cliche – por datas, dates e fechas onde nossa identidade-plural para-além-das-bundas-e-cores-da-selva seja conhecida acá dentro e reconhecida alá fora, pra fazer jus ao que gente é, mas não acredita ser. É que a gente não se enxerga e sofre daquele sentimento de inferioridade latino onde tudo o que temos é ruim demais; tudo o que se tem lá fora é melhor; e tudo o que eles nos derem tá bão demás, sô.

domingo, 18 de maio de 2014

O melhor mês do ano

A blogueira aqui já foi melhor em assiduidade, eu sei. Trabalha-se e escreve-se tanto de cá que perde-se o timing daqui. Prometo melhorar.

Antes, gostaria de avisá-los que, junto a Camila Lisboa, paulista de Joinville que conheci ali na Bolívia, em um natal regado a gringo pelado não sabemos bem porquê, estou publicando textos sobre viagens e andanças no "O melhor mês do ano".

Ela idealizou a coisa toda, e, assim como eu, sonha com uma vida meio nômade, meio sem porto. Me juntei ao projeto recém-nascido numa seção de crônicas, e quero vocês por lá ajudando a gente a fazer um site de impressões e opiniões viagísticas cada vez mais legáu.

Curta o projeto no feicebuque e o visite sempre, pra gente ficar feliz.
E pega o meu último texto aqui.

Bêjo.