sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O tal do 2013

Eu não sei exatamente porquê não macatrei sobre o ano de 2012 por aqui, mas assim eu fiz sobre 2011 (aqui e aqui) e agora farei sobre 2013. Talvez eu só trabalhe com números ímpares.

O período durou 365 dias e foi desses onde veio tudo: o noivo do Peru; mudança de casa; viagem-supetão aos EUA e Canadá; um gato pra chamar de nosso, sobrecarga no trabalho, problemas misteriosos de saúde, diagnóstico de estresse e confirmação de que meu corpitcho é frágil e de que o futuro precisa ser reelaborado com base nele também.

Com o noivo peruano, veio muito amor, mas também o retorno da velha ansiedade. A meta era fazê-lo ficar, e, pra ficar, ele teria que ter um trabalho, se adaptar, gostar. Isso levou energia, tanto dele quanto minha, afinal, eu era, em parte, responsável pela adaptação dele na capital federáu do brasíu. Ou eu achava que era, algo assim.

O início de uma vida em dupla também mereceu bastante energia, e eu, tolinha, nem sabia. Estava tão focada no fato de termos vencido a distância e tão afim de namorar 24 horas por dia que esqueci que agora eu era parte de um núcleo familiar novamente. Parece simples, mas mudar horários, formas de administrar a casa, as finanças, a comida, os programas e as prioridades demandam da gente que viveu como solteiríssima por alguns anos. Era o caso dele também.

Soma-se a isso aquela missão citada mais atrás: fazê-lo se adaptar aos costumes daqui, fazê-lo ter contatos, encontrarmos um trabalho pra ele. O tempo se encarregou de encaixar tudo e, até aqui, estamos adaptados e indo bem e já não consigo imaginar uma rotina sem ele. Sigo torcendo para que, a partir daqui, ele siga trilhando seu próprio caminho e que ele nunca se feche.

Tendo isto superado, veio a hora da mudança de casa. Com a ajuda do seu Sebastião, mais conhecido como meu pai, saímos de um apê mínimo e fomos pra um mais confortável. Comemoramos nossos aniversários cancerianos na casinha nova, foi tudo muito gostoso e novo, tivemos muita ajuda e não restaram dívidas.

Não restando dívidas, comecei a pensar no que mais me faltava para ser feliz em 2013. Reivindiquei férias e, após conversinha com a amiga Bolero, resolvi me meter em seu apê de alguns metros quadrados em Montreal, no Canadá, dando aquela esticadinha em NY. Meu leste canadense foi de introspecção, empoderamento, pensamento, imersão. Victor ficou no Brasil trabalhando, eu fui sozinha e lá me meti em vários cantos e momentos e conheci diversas figuras. NY foi disturbing, desafiadora, uma transa rápida e prazerosa. 

Voltei a tempo para receber a sogra e montar um ritual de casamento regado à feijoada pra 10 convidados. Um ritual montado em 3 dias. Louco assim. E, mesmo não parecendo, cansativo também.

Nesse meio tempo as coisas no trabalho foram ficando um pouco confusas. A falta de pessoas e decisões-chave na administração da ONG, a falta de apoio financeiro e a confusão de funções pareciam desestabilizar o barco, que, mesmo assim, hoje segue forte após 37 anos de luta pela saúde pública. Mas, daqui, o corpo cedeu, em uma viagem a trabalho, no Rio. Foram 5 visitas à hospitais por lá e mais umas 10 aqui, até descobrirmos o que se passava. E, por fim, é estresse, é coluna, é vida. A gente vê na vida, a gente vê na TNT.

Abandonei o barco, que precisava seguir com a energia de alguém cheio de energia, e eu já não a tinha. Decidi que ficaria alguns meses sem trabalhar, com a ajuda do companheiro, que me apoiou total e me ofereceu um tempo que jamais achei que pudesse ter tão cedo.

Nesse meio tempo, fui convidada pra um julgamento de planos de comunicação pra uma licitação de um órgão público, conheci pessoas maravilhosas – outras nem tanto. Vi de perto a corrupção, e saí a tempo de seguir com o combinado de passar alguns meses sem estresse, repensando a vida. (Devo retomar estudos pra concurso? Retomar o livro? Me especializar e me tornar uma comunicóloga pedreira? Bleh, é tanta energia pra responder isso que prefiro deixar pra fevereiro).

Para fechar o ano, louco que somos, mesmo só um de nós segurando as finanças, eu e Vic resolvemos nos meter na Bolívia. E aí é uma outra história. 2013 agora é passado, e 2014 precisa vir. Hasta La vista, baber!

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