segunda-feira, 11 de março de 2013

mesa pra mil

Quando a gente chama um companheiro ou companheira pra dividir a vida com a gente, e isso de fato acontece, algumas coisas mudam. Acho que o tempo passa mais rápido, ficar em casa fica mais gostoso,  comer um chinês massa, às vezes, pode virar a balada do final de semana, e, ah... nunca foi tão gostoso ficar agarrada na perna dele, verdade.

Mas, peraí, brow.

Muitos acham que a gente, a partir dali:

a) só quer mesmo saber de cama+mesa+banho+canal pornô funcionando e

b) que a gente fica cansado da cara do universo, que nosso amor é tudo o que precisávamos na vida, e que não é mais necessária a socialização mundial.

Eu acho que esse clichêzão existe, mas também que cada um tem sua própria história pra contar, e a minha, - já suspeitava -, não vai ser bem essa. E sinto todo dia mais que isso é escolha, é cavar oportunidade pra continuar sendo um pouco tua, dele, deles, do mundo. Mas sem cansar.

Sem cansar - até porque o leque de pessoas lindas que você quer encontrar aumenta com a chegada do seu parceiro ao teu mundo e vice-versa. Tem anos que eu não vejo Clarinha. O trabalho tá pesado, os dias estão corridos, amanhã tem aniversário e o carro quebrou. Não me maltrato, eu keepo on walking, pedindo mesa pra dois, pra cinco, pra mil.

Sai mais devagar, mas sai - não pára.

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