segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Luta latino americana pela legalização do aborto

Essa semana guarda o dia da luta latino americana pela legalização do aborto (28). Tal luta não significa um incentivo ao não-nascimento de futuras pessoas. Ela significa o reconhecimento das complicações de saúde e mortes decorrentes de sua clandestinidade. Dos impasses da saúde pública com os gigantes números com os quais lida diariamente, sem exceções. Da defesa dos direitos reprodutivos da mul
her. Significa um basta à hipocrisia e à ideia de que a lei impede que abortos aconteçam no mundo inteiro. Eles estão acontecendo, querendo você ou não. E pessoas estão morrendo e as pessoas em volta dessas pessoas estão sofrendo.

Aos que acreditam que o Estado trabalha racionalmente ao colocar na cadeia mulheres que o fazem, passe a contestar um pouco mais o que o próprio diz. O que ele diz? Que você não vai abortar, pois ele deve garantir que um futuro ser possa existir dali a 9 meses. Esse mesmo Estado também faz valer, agora, que, se você for estuprada, tudo bem NÃO garantir a existência futura desse ser.

Chamo isso de contradição – e identifico isso como uma ação de um Estado e povo confusos e hipócritas.

Partindo daquele princípio, que abaixemos logo toda e qualquer resistência legal ao ato e paremos de dar as costas às nossas mulheres. A lei não as vai barrar. E elas vão continuar morrendo se não reconhecermos isso.

E não me venha com um “que morra”. Você é mais humano que isso.

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