terça-feira, 23 de outubro de 2012

Results

Dois meses sem cigarro, duas semanas na academia, dois dias na salada, 500 gramas a mais. Vou comprar uma fita métrica e decretar guerra.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Luta latino americana pela legalização do aborto

Essa semana guarda o dia da luta latino americana pela legalização do aborto (28). Tal luta não significa um incentivo ao não-nascimento de futuras pessoas. Ela significa o reconhecimento das complicações de saúde e mortes decorrentes de sua clandestinidade. Dos impasses da saúde pública com os gigantes números com os quais lida diariamente, sem exceções. Da defesa dos direitos reprodutivos da mul
her. Significa um basta à hipocrisia e à ideia de que a lei impede que abortos aconteçam no mundo inteiro. Eles estão acontecendo, querendo você ou não. E pessoas estão morrendo e as pessoas em volta dessas pessoas estão sofrendo.

Aos que acreditam que o Estado trabalha racionalmente ao colocar na cadeia mulheres que o fazem, passe a contestar um pouco mais o que o próprio diz. O que ele diz? Que você não vai abortar, pois ele deve garantir que um futuro ser possa existir dali a 9 meses. Esse mesmo Estado também faz valer, agora, que, se você for estuprada, tudo bem NÃO garantir a existência futura desse ser.

Chamo isso de contradição – e identifico isso como uma ação de um Estado e povo confusos e hipócritas.

Partindo daquele princípio, que abaixemos logo toda e qualquer resistência legal ao ato e paremos de dar as costas às nossas mulheres. A lei não as vai barrar. E elas vão continuar morrendo se não reconhecermos isso.

E não me venha com um “que morra”. Você é mais humano que isso.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O tempo

Eu tenho em mim que nunca estive tão próxima de saber o que eu quero e quem eu sou. E que sentirei essa coisa pra sempre. E que há, em mim, alguma dificuldade em agir rápido frente ao que eu preciso, e que o tempo se faz mais astuto que minha própria força de vontade, muitas vezes. Esse não é um texto de culpa, pelo contrário. Mas de reconhecimento ao tempo, que vai me convencendo do necessário comprometimento com os meus maiores desejos. E conforme as primeiras ações vão se desenhando, tranquilamente - já que sou Caetana e não pareço mais ter tanta pressa assim -, eu vou acreditando que sempre há tempo até que ele acabe.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

e eu passarinho


Tenho pensado muito no meu livro. Um rascunho dele, começado lá atrás, e que por lá ficou e não ganhou pernas, só bracinhos, como aqueles bonequinhos da forca que você começa com o coleguinha e para porque a mãe chamou pro almoço. 

Parei o meu pro almoço e pro jantar e pra três anos de muitos deles. Rascunhei muita coisa ali na chamada vida, mas não botei aquilo no papel, porque passo os dias botando outras coisas nele. Pra outras pessoas, outras empresas. O que é legal. Mas olhar pra gaveta me inquieta, porque as minhas páginas inacabadas ainda estão lá

Daí, você sabe. Mais cedo ou mais tarde você vai querer aquilo de novo. É, a necessidade de colocar a Pree no papel de novo ou definir que algumas coisas precisavam se mover novamente gritaram. Com ela, a necessidade de mudar mais mil coisas.

Defini que primeiro faria 350 polichinelos. Hoje sou uma pessoa dolorida, nada inesperado, mas feliz. O próximo passo foi desligar a TV. Consegui. Três livros de cabeceira, silêncio e inspiração. Um Osho (pra alimentar a alma – embora também o conteste), um John Green (que de nada tem a ver com o Hornby como eu suspeitava, mas continuo até domingo) e Paul Arden, pra ver tudo ao contrário.  O resgate da escrita é o próximo passo. Será que consigo energia após 8 (ou 9 ou 10) horas de trabalho?

Trombetas, soem. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

confetes, tapa sexo e glitter


Eu nunca soube fazer carnaval. Sempre achei a globeleza uma gostosa, já arrepiei ouvindo na TV o tumtumtum da Portela, fiz visitas culturais a carnavais de outros países, e até cantarolei “retalhos de cetim” em algum momento da vida, enquanto, pequena, ouvia minha mãe a assoviar da cozinha. Mas nunca realmente saí de casa pra pular atrás de bloquinho de carnaval. 

É como se “o carnaval fosse tipo aqueles aparelhos da polishop que você compra, espera ansiosamente e quando chega não tem a MAIS PUTA IDEIA do que fazer com ele”, diria a Drê. Mas nesse ano prometi que a equação pree + carnaval tinha que acontecer. Na rua.

Preparei confetes, tapa sexo e glitter e fui parar no bloco dos Populares em Pânico, acompanhada de um bando de roqueiro gente boa que ouvia a clássicos do rock’n roll e bebia uísque até o coma. Tá, não é a mesma coisa, mas conta, vai. 

Foi meu primeiro passo para o usufruto semântico da coisa e achei deveras divertido. E cheio de experiências antropológicas: lá em carnaland parece que vale tudo. Bebe-se até cair depois da vírgula. Coisa assim, que vem de dentro: “põe pra dentro, que hoje é carnaval!”. True story. Me senti meio burra, mas foi até divertido, tirando a ressaca.

Ano que vem, eu vou pro samba. 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Do dia em que pensei que não viveria para ver 2012

Ônibus que nos levou a Marcahuasi
Eu sempre gostei dessa coisa de viajar. Pensei que iria fazer isso da vida um dia, mas aí os 23 chegaram, o tempo foi passando, e, você sabe, eu estava mais preocupada em como não fazer a incrível carreira brilhante no Direito que o senhor meu pai imaginou pra mim.

Um dia a amiga disse que iria estudar na Austrália. Mas que tinha medo. Que não queria ir sozinha.

Respondi que ela era uma imbecil. Que medo o meu ovo. Que tinha quem a apoiasse. Que ela não tinha nada a perder.

Três meses depois ninguém foi pra Autrália, mas eu estava na Inglaterra. Com sangue nos olhos e amassando cacos de vidros com a mão direita, percebi que a imbecil era eu, vendi meu uno 2003 cor vinho placa JKR 9999, larguei meu trabalho e fui estudar ingrêis nas gringa. Mentira, eu fugi. Fugi e voltei. Voltei mais quebrada do que quando fui, mas a vida dá certo.